Traços nos olhos da face enrugada de tinta
No crepúsculo que cai, a sombra permanece mesmo ante a escuridão
Caminhar pelos bosques e esquinas não é mais, senão, um grande desafio sem brio
Na calada da noite do calo esquerdo das botas varridas, a imensidão de um olhar fatigado pela sombra clara da brisa
Deito-me nas rochas, e os rochedos, ao se chocarem em mim, esnobam sua natura dureza de ser: não-produzida, não-cultural.
***
Presente que dói ao senti-lo no tempo
Temporalidade que se perde no embrulho da noiva
Sofrem, ainda, aqueles que buscam no passado, e futuro, algo que dê sentido aos seus laços
Agora, sinto as teclas esculpindo as folhas artificiais de minha tela
Não procuro mãos nem olhos que as leiam
Caixa fechada do presente em aberto...
Prestes a morrer, melhor seria cavalgar entre laços sem nós, sem aberturas, sem sentimentos...

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